Cruz ou estaca? O que dizem os Pais da Igreja?

Finalmente, vamos ver como o instrumento de punição de Cristo era retratado pelos próprios escritores cristãos. É importante tratar deste assunto, para verificarmos como os cristãos até o ano de 325 D.C. entendiam ser o formato da cruz. Assim, demonstramos que alguns que tentam indicar Constantino como o criador do formato atual da cruz estão errados.

Cronologicamente, o primeiro escrito cristão sobre a cruz é a carta de Pseudo-Barnabé. Esta carta foi escrita entre 70 D.C e 135 D.C. Ali, encontramos as primeiras tentativas de interpretar as Escrituras Hebraicas como apontando para Cristo, fora da Bíblia. Assim, vemos as citações:

“Filhos do amor, aprendei mais particularmente estas coisas: Abraão, praticando por primeiro a circuncisão, circuncidava porque o Espírito dirigia profeticamente seu olhar para Jesus, dando-lhe o conhecimento das três letras. Com efeito, ele diz: “E Abraão circuncidou entre os homens de sua casa trezentos e dezoito homens.” Qual é, portanto, o conhecimento que lhe foi dado? Notai que ele menciona em primeiro lugar os dezoito e depois, fazendo distinção, os trezentos. Dezoito se escreve: I, que vale dez, e H, que representa oito. Tens aí: IH(sous) = Jesus. E como a cruz (ho stauros) em forma de T devia trazer a graça, ele menciona também trezentos (= T). Portanto, ele designa claramente Jesus pelas duas primeiras letras e a cruz (ton stauron) pela terceira. Quem depositou em nós o dom do seu ensinamento sabe bem disto: Ninguém recebeu de mim ensinamento mais digno de fé. Sei, porém, que vós sois dignos.” (Barnabé 9:7-8)

Na citação acima, o escritor da carta de Barnabé claramente atribui o formato do stauros à letra grega tau (T). Deixando de lado a interpretação alegórica do texto, vemos que o autor naquela época concorda com outros autores já vistos: que a palavra stauros indica um instrumento composto de duas traves. Da mesma forma, em outro lugar, o mesmo autor escreve:

“Da mesma forma, é sobre a cruz (tou staurou) que ele fala por meio de outro profeta… Ele ainda fala a Moisés, quando Israel é atacado pelos povos estrangeiros, para lembrar-lhes, nesse combate, que era pelos pecados deles que estavam sendo entregues à morte. Falando ao coração de Moisés, o Espírito lhe fez representar a figura da cruz (tupon stauron) e de quem sofreria, pois, diz ele, se não esperarem nele, serão eternamente atacados. Então Moisés amontoou as armas no meio do combate e, de pé, no lugar mais alto de todos, estendeu os braços (exeteinen tas kheiras), e assim Israel venceu novamente. Em seguida, cada vez. que os abaixava, os israelitas sucumbiam outra vez.” (Barnabé 12:1-2)

 

“Por meio de outro profeta, ele diz ainda: “O dia inteiro estendi meus braços (exepetasa tas kheiras) para um povo desobediente e que se opõe ao meu justo caminho.” Outra vez ainda, no momento em que Israel sucumbia, Moisés fez prefiguração de Jesus (tupon tou Iésou), mostrando que ele devia sofrer, e justamente aquele que acreditavam estar morto na cruz, haveria de dar a vida.” (Barnabé 12:4-5)

Percebe-se o uso da expressão “estender as mãos”, para simbolizar o formato da cruz, e também a forma que os homens eram fixados a ela. Aqui também vemos uma demonstração de como o formato da cruz era entendido pelos cristãos antigos. Este escritor viveu em uma época que a crucificação ainda existia. Se a cruz não tivesse o formato que ele alega ter, estas passagens acima perdem seu valor.

Depois de pseudo-Barnabé, temos o escritor cristão Justino Mártir. Ele viveu entre os anos de 148 a 161 D.C. Sobre a crucificação, em seus escritos, encontramos:

“Como Cristo depois de seu nascimento viveu oculto de outros homens até crescer e se tornar um adulto, como também aconteceu, escutem as predições que se referem a isto. Aqui está: ‘Uma criança nos nasceu, e um jovem nos é dado, e o governo estará sobre seus ombros’ testificando o poder do stauros, que quando crucificado levou sobre os ombros, que será mostrado mais claramente à medida que o argumento avançar. De novo, o mesmo profeta Isaías, inspirado pelo Espírito profético, disse: ‘eu estendi as mãos para um povo desobediente e contraditório’… Mas Jesus estendeu as mãos quando foi crucificado pelos judeus, que o contradiziam e negavam que ele era o Cristo”. (Primeira Apologia, 35)

Vemos duas coisas interessantes acima. Primeiro, uma alusão ao costume de carregar o patibulum. Jamais o poste horizontal poderia ser carregado sobre os ombros, como se carregaria o patibulum. Depois, vemos novamente o uso da expressão “estender as mãos”, muito comumente aplicado à crucificação, não somente por cristãos, mas por vários escritores. Provavelmente era uma expressão comum. Ainda temos mais textos de Justino:

“Mas a crucificação nunca foi imitada pelos chamados filhos de Zeus, pois eles não a entendiam, como era explicada, já que tudo dito sobre ela foi expressamente simbólico. Mas, como o profeta previu, o stauros é o grande símbolo de seu poder e autoridade, como [pode] ser mostrado de coisas que você pode ver. Reflita sobre todas as coisas no universo [e considere] se eles poderiam ser governados ou mantidos unidos sem esta figura. Pois o mar não pode ser atravessado sem o sinal da vitória, que eles chamam de vela, que permanece fixo no navio, a terra não é arada sem ele, de forma similar escavadores e artífices não fazem seu trabalho sem ferramentas com sua forma. A figura humana difere dos animais irracionais exatamente por que o homem pode se levantar e estender as mãos, e tem na sua face, estendido de sua testa, o que é chamado nariz, por onde vai a respiração para o ser vivo, e exibe precisamente a figura de um stauros”. (Primeira Apoligia, 55).

Aqui, como no escrito de  Artemidorus Daldianu, o formato da cruz é comparado com um dos componentes do navio. Ainda há comparações com outros formatos de objetos.

“Na discussão da natureza do Filho de Deus, Timaeus de Platão, quando diz, “Ele o colocou como um X no universo”, isto foi de forma similar emprestado de Moisés. Pois está escrito nas Escrituras de Moisés que… Moisés pegou bronze e fez a forma do stauros… Platão lendo isto e não entendendo claramente, não se dando conta que era a forma do stauros, mas achando que era [a letra] Chi, disse que o poder próximo a Deus se assentou em forma de Chi no universo.” (Primeira Apologia, 60)

O texto acima estabelece uma relação explícita entre o stauros e a letra grega Chi (X). Novamente define-se o stauros como um instrumento composto de duas traves, não uma. Seguindo com suas citações temos ainda:

“O próprio Moisés, estendendo ambas as mãos, orou a Deus por ajuda. Agora Hur e Aarão sustentam suas mãos todo o dia, para ele não se cansar e não deixa-las cair ao seu lado. Por que se Moisés deixasse de mostrar este sinal, que é uma figura do stauros, as pessoas seriam derrotadas (como Moisés atesta), mas enquanto se mantinha naquela posição Amaleque foi derrotado, e o forte derivou sua força do stauros… enquanto o nome de Jesus estava na frente de batalha (em Josué), Moisés formava o sinal do stauros”. (Diálogo com Trifo, 90).

Aqui, temos mais uma vez a expressão “estender as mãos” aplicada à crucificação. Finalmente, de Justino, temos a citação:

“E Deus por Moisés mostrou de outra forma a força do mistério da cruz, quando Ele disse na bênção com que José foi abençoado, ‘Bendita do SENHOR seja a sua terra, com o mais excelente dos céus, com o orvalho e com o abismo que jaz abaixo. E com os mais excelentes frutos do sol, e com as mais excelentes produções das luas, e com o mais excelente dos montes antigos, e com o mais excelente dos outeiros eternos. E com o mais excelente da terra, e da sua plenitude, e com a benevolência daquele que habitava na sarça, venha sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça daquele que foi separado de seus irmãos. Ele tem a glória do primogênito do seu touro, e os seus chifres são chifres de rinoceronte; com eles rechaçará todos os povos até às extremidades da terra; estes pois são os dez milhares de Efraim, e estes são os milhares de Manassés.’(Dt 33:13-17) Agora, ninguém poderia dizer ou provar que os chifres de um rinoceronte representam nenhum outro fato ou figura que o tipo que retrata a cruz. Pelo que uma trave é colocada ereta, de onde a extremidade mais alta é erguida como um chifre, quando a outra trave é encaixado nele, e as pontas aparecem em ambos os lados como chifres juntos no outro chifre. E a parte que é fixa no centro, onde são suspensos os crucificados, também sobressai como um chifre, e ele parece como um chifre unido e fixado com os outros chifres.” (Diálogo com Trifo, 91)

Aqui, Justino dá uma explicação detalhada de como o stauros era composto. Somado à sua comparação com a letra Chi acima, e com os vários usos da expressão “estender as mãos”, podemos ver que Justino usava a palavra stauros aplicando-a a um instrumento de duas traves de madeira.

Depois de Justino, podemos ver os escritos de Ireneu, bispo da cidade de Lião, que viveu entre 115 D.C e 198 D.C. Sua maior obra é o livro Contra Heresias (escrito entre 175 e 198 DC), além de alguns fragmentos de seus escritos e do livro Demonstração da Pregação Apostólica. No capítulo 24 de Contra Heresias, parágrafo 4, Ireneu estava discutindo sobre a forma que os gnósticos usavam números citados na Bíblia para defender suas doutrinas. Como exemplo, eles usavam a idade de Cristo no início de seu ministério, 30 anos, para defender a doutrina que haviam 30 eóns, uma espécie de deuses. Para refutá-los, ele escolheu o número cinco, e listou todas as ocorrências do número 5 nas Escrituras. Se a interpretação gnóstica fosse correta o número cinco deveria representar algo também, com tantas ocorrências. Entre estes exemplos, ele cita: “A estrutura da cruz tem cinco extremidades, duas no comprimento, duas na largura e uma ao centro em que se apóia o crucificado”. É muito interessante que Ireneu descreve a cruz com 5 pontas, incluindo o patibulum e o sedile.

Em sua obra Demonstração da pregação apostólica, Ireneu também faz alguns comentários sobre o formato da cruz. Entre ele, temos, no capítulo 34:

“Então pela obediência, onde ele obedeceu até a morte, pendurado em um madeiro, Ele desfez da velha desobediência lavrando-o no madeiro. E por que Ele é a própria Palavra do Deus Todo-poderoso, que de forma invisível nos impregna universalmente em todo o mundo, e envolve tanto em comprimento e largura, altura e profundidade (Efésios 3:17, 18), pois pela Palavra de Deus tudo é administrado, o Filho de Deus também foi crucificado nisto, imprimindo a forma da cruz no universo”.

Ainda Ireneu faz comentários sobre algumas passagens já vistas aqui, como: “…e Ele também nos livra de Amaleque estendendo suas mãos.” (36), “…mas as palavras cujo governo é colocado sobre seus ombros significam alegoricamente a cruz, que ele manteve suas costas ao ser crucificado” (56), finalmente, “...de novo, a respeito de sua cruz, Isaías diz como segue: ‘Eu estendi minhas mãos todos os dias para um povo orgulhoso e contraditório’, pois isto é uma figura da cruz.” (79). Desta forma vemos que Ireneu não possui um entendimento diferente de outros cristãos já vistos aqui, chegando a usar as mesmas expressões e os mesmos textos.

Já Tertuliano, que viveu entre 190 e 220 D.C., é um exemplo de escritor latino. Ele também escreve sobre o formato do stauros, como podemos ver:

“Você pendura cristãos em cruzes (crucibus) e estacas (stipitibus), que ídolo existe que primeiro é moldado em barro, depois pendurado em uma cruz e estaca (cruci et stipiti)? É em um patibulum que primeiramente o corpo de seu deus é dedicado.” (Apologia 12.3).

Em outro livro, Contra Marcião, Tertuliano escreve também:

“Não era certamente intenção de ser um rinoceronte com um chifre ou um minotauro com dois chifres, mas nele Cristo está indicado, um touro de acordo com as duas narrativas, para algumas pessoas austero como um juiz, para outros gentil como um salvador, cujos chifres devem ser extremidades da cruz. Pois na antenna, que é parte da cruz (quae crucis pars est), as extremidades são chamadas de chifres, e o unicórnio é o poste vertical do meio (medius stipitis palus).” (Contra Marcião, livro 3, capítulo 18)

No mesmo capítulo, Tertuliano diz:

“De novo, por que Moisés na ocasião onde Josué estava lutando contra Amaleque, sentou para orar e com as mãos estendidas (expansis manibus)? … Evidentemente por que naquela ocasião,… a forma da cruz (crucis) era essencial.”

No capítulo 23 do mesmo livro, Tertuliano comenta: “pois esta mesma letra TAU dos Gregos, que é nosso ‘T’, tem a aparência da cruz(crucis)”. Finalmente, Tertuliano diz:

“Se você quer ser discípulo do Senhor, você deve tomar sua cruz e seguir o Senhor, ou seja, você deve tomar suas limitações e torturas em seu próprio corpo, que é na forma de uma cruz”. (Sobre a Idolatria, 12).

Assim, Tertuliano faz o mesmo tipo de afirmações que outros escritores cristãos fizeram. Ele compara a cruz com a letra Tau grega, além de dizer que o corpo humano tem o formato de uma cruz. Isto já indica que o formato que ele tem em mente também é o formato composto de dois postes de madeira. Além disto, vemos mais uma vez a expressão “estender as mãos”. Tertuliano também escreveu em seu livro, Ad Nationes, capítulo 12, o seguinte: “Todo pedaço de madeira que é fixado no chão em uma posição ereta é uma parte de uma cruz, e de fato a maior porção de sua massa. Mas uma cruz inteira é atribuída a nós, com sua trave transversal, claro, e seu assento projetado.” Neste caso, Tertuliano descreve com mais detalhes como a cruz era composta naquela época.

Outro escritor latino foi Minucius Felix, que escreveu por volta do ano 200 D.C. o seguinte texto:

“Novamente, não adoramos nem depositamos fé em cruzes. Vocês que santificam deuses de madeira bem provavelmente adoram cruzes de madeira como porções de seus deuses. Pois o que são seus estandartes, bandeiras, e sinais senão cruzes adornadas e decoradas? Seus troféus de vitória não mostram apenas a figura da cruz (simplicis crucis), mas também de um crucificado. Bem verdade que vemos o sinal da cruz naturalmente desenhado no navio que navega pelo mar, ou impulsionado por remos estendidos, ou um jugo (iugum) é colocado, é o sinal da cruz, e o mesmo faz um homem com as mãos estendidas (homo porrectis manibus) devotando oferendas de adoração a Deus. Assim, o sistema da natureza se apóia no sinal da cruz, ou sua religião é moldada conforme ela.” (Octavius, 29.6)

Este escritor faz novamente comparações entre o formato da cruz, e partes de um navio, além de usar mais uma vez a expressão “estender as mãos”.

Depois de 325 D.C, outros escritores cristãos escreveram sobre a cruz e seu formato, confirmando o que já tinha sido dito antes. Entre estes escritores, podemos citar Firmicius (346 D.C),

“O que são estes chifres que ele vangloria possuir? … Os chifres significam nada mais que o venerável sinal da cruz. Por um chifre deste sinal, aquele alongado e vertical, o universo é mantido acima e a terra mantida firme; e pela junção dos dois chifres que aparecem ao lado o leste é tocado e o oeste é suportado… Você, Ó Cristo, que suportou com mãos estendidas o universo, a terra e o Reino dos Céus… Para conquistar Amaleque, Moisés estendeu suas mãos e imitou estes chifres.” (Erros da Religião Pagã, 21.3-6);

Rufino (404 D.C.),

“Estas palavras, a altura e largura e profundidade, são a descrição da cruz. A porção dela que é fixada na terra ele chama de profundidade. Por altura ele quer dizer a parte que se estende sobre a terra para cima, e por largura as partes que estendem pelos lados direito e esquerdo… Seus (de Cristo) braços abertos, além disto, segundo o profeta inspirado, ele manteve o dia inteiro pelos habitantes da terra, testemunhando para os descrentes e dando as boas vindas para os fiéis.” (Comentário do Credo Apostólico, 14);

Jerônimo (347-420 D.C.);

“’O dia inteiro Eu estendo minhas mãos a um povo descrente e contraditório.’ As mãos do Senhor levantadas para o céu não estavam pedindo por ajuda, mas nos abrigando, miseráveis criaturas.” (Homílias 68) , “O que o indigno disse? ‘Isto deveria ser vendido por trezendos denários’, pois aquele que seria ungido foi crucificado. Ele leu em Gênesis que a arca construída de Noé tinha trezentos cúbitos de largura, trezentos cúbitos de comprimento e trezentos cúbitos de altura. Notem o significado místico dos números… Trezentos contém o símbolo da crucificação. A letra T é o símbolo de trezentos.” (Homílias 84);

Agostinho (412-414 D.C.),

“Então, ‘sendo enraizados e fundados no amor’, nós seremos capazes de ‘compreender com todos os santos o que é o comprimento, a largura, a altura e a profundidade’, que é a cruz do Senhor. Sua largura signfica o poste transversal onde as mãos são estendidas, o comprimento do chão até este poste é onde todo o corpo é preso, a altura do poste vertical para cima é o que está próximo à cabeça, a profundidade é o que fica escondido, dentro do chão.” (De Doctrina Christiana, 2.41); “A figura da cruz aparece neste mistério. Pois, aquele que morreu por que quis, morreu como ele quis. Não sem razão, pois ele escolheu esta forma de morte, pois não escolheria morrer assim, exceto se ele não se tornasse mestre de sua largura, comprimento, altura e profundidade. Pois, há largura no poste vertical, que é pregado acima, que se referem às boas obras, pois as mãos são estendidas ali. Há comprimento na parte que sai desta primeira e desce ao chão… A altura existe na parte que estende acima do poste vertical, e aponta para cima, ou seja, para a cabeça do crucificado… e agora, de fato, a parte que não aparece, que é enterrada e escondida, a partir de onde todo o resto se ergue, significando a profundidade da graça dada gratuitamente.” (Epístola 26).

Todos estes escritores concordam basicamente com os primeiros escritores citados, ao dizerem que a cruz era composta de duas traves, não apenas de uma.

É muito interessante como nenhum escritor cristão fez algum paralelo envolvendo a crux simplex, mesmo levando-se em conta que a crux simplex podia ser usada em alguns casos. Isto mostra não só que a crux compacta era o padrão de crucificação na época, como também mostra que todo o cristianismo sempre adotou a crux compacta como o instrumento usado na morte de nosso Senhor. Não se pode demonstrar uma mudança de costumes, como se alega a Torre de Vigia e alguns autores antigos. Por que a crux compacta era o padrão? Bem, o uso do sedile para prolongar o sofrimento do réu indica que os romanos preferiam uma morte lenta. Assim sendo, o artigo a seguir talvez lance mais uma luz sobre o formato da cruz adotada.

Esse post provém de parte do artigo de Gustavo Souteras Barbosa, publicado no e-cristianismo sob o título: Com quantos paus se faz uma stauros? – O artigo foi gentilmente cedido pelo autor para ser publicado neste blog. Algumas alterações de forma foram feitas ao original, mas o conteúdo mantém-se o mesmo.

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