Cristo morreu para nos fazer santos diante de Deus

Santificação, segundo o  Catecismo Menor de Westminster (Q.35), é “a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.” O conceito não é que o pecado é totalmente erradicado ou completamente controlado, mas de uma divina mudança de disposições, virtudes, hábitos pecaminosos e caráter, forjados nos moldes de Cristo.

Santificação é uma transformação contínua dentro de uma consagração mantida, e gera real retidão. Por “santo” entende-se aqui como um portador de uma verdadeira semelhança com Deus. Santificação é o estado de ser separado permanentemente para Deus, e aflora desde a cruz, onde Deus, em Cristo, nos comprou e nos conduziu para Ele (At.20:28; 26:18; Hb.10:10). Santificação implica em renovação moral (Rm.8:13; 12:1-2; 1Co.6:11, 19-20; 2Co.3:18; Ef.4:22-24; 1Ts.5:23; 2Ts.2:13; Hb.13:20-21).

A Santificação é a continuação do que foi iniciado na salvação, quando uma novidade de vida foi conferida ao crente e sobre ele instalada. Contudo, é importante saber que a palavra santificação possui dois significados básicos: (1) é uma característica formal de um grupo de pessoas salvas (1Co.1.2; Ef.2.19; 1Pe.2.9); (2) é uma qualidade moral almejável e conseqüência do significado anterior. Assim, os cristãos são Santos, diante de Deus, mas buscam a Santidade em suas vidas.

O conceito correto de Santificação repousa sobre uma tensão muito grande: É uma obra da graça de Deus, mas exige busca pessoal do cristão. Uma ênfase demasiada no primeiro lado dessa tensão, conclui-se que a Santificação é passiva. Da mesma sorte, uma ênfase demasiada no segundo lado dessa tensão, a Santificação passa a ser encarada com um grau meritório, e fruto apenas do esforço humano, o que é impossível. Por isso, deve-se admitir que a santificação é uma obra sobrenatural (1Ts.5.23; cf. Ef.5.26; Tt.2.14; Hb.13.20, 21) da qual o cristão participa ativamente (Gl.5.16, 25; Fp.2.12, 13; Rm.8.13; 12.1, 2, 9, 16, 17). Embora a santificação seja exclusivamente de Deus, o crente é constantemente exortado a trabalhar e crescer nas questões que dizem respeito à salvação.

Sobre esse assunto, é importante ressaltar que a Santificação tem alvo claro: Semelhança com Cristo (Rm.8.29); e é encarada com um progresso, que se inicia na salvação e dura toda a vida do homem.

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